CNH Industries (Iveco) investe nos camiões a hidrogénio

Texto: Nuno Fatela
Data: 10 Setembro, 2019

A CNH Industries é o principal protagonista desta ronda de investimentos na Nikola, empresa que desenvolve pesados de mercadorias com motorizações FCV. A proprietária da Iveco dotou 250 milhões de dólares a este projeto

Líder nos camiões com motores GNL na Europa, com mais de 50.000 unidades produzidas, a Iveco pensa já mais além. Considerando as pilhas de combustível de hidrogénio o “próximo passo lógico” nas motorizações destes veículos, a CNH Industries anunciou agora ter investido 250M$ na Nikola, uma empresa especializada nas tecnologias FCV.

 

Esta companhia tem estado a desenvolver pesados de mercadorias Classe 8 que têm na total ausência de emissões poluentes o principal trunfo. Além disso, em comparação aos elétricos com baterias, não significam alterações significativas na estrutura ou um importante aumento no peso dos veículos.

Outro dos trunfos da Nikola está no seu inovador modelo de negócio, com um aluguer All-In. Uma estratégia que engloba o custo do camião, os serviços, a manutenção e o combustível, o que significa um TCO “seguramente ao mesmo nível, ou abaixo, dos custos dos camiões Diesel”.

 

A CNH irá integrar as suas equipas da Iveco e PPT Industries, respetivamente as marcas de produção de camiões e de motores do grupo, nos trabalhos da Nikola. Ela irá conceder apoio em áreas como engenharia e a produção. Em sentido contrário, a Nikola fornece tecnologias para uma joint-venture destinada à produção de células de combustível, eixos elétricos, inversores, suspensões independentes, armazenamento de hidrogénio, serviços digitais e infotainment, controlo do veículo e eletrónica de potência.

A Nikola tem produzido três camiões distintos. São eles o Nikola One (Classe 8 com cabina-cama), o Nikola Two (Classe 8, com cabina simples) e também o Nikola Tre. Este último é um pesado ‘cab over’ que cumpre já as normas europeias.

 

Os 250 milhões de dólares investidos pela CNH Industries significam a entrada no capital da Nikola. A atual fase de captação de fundos pretende chegar aos 1000 milhões de dólares, e vai dividir 25% do capital acionista pelos novos investidores (a Nikola foi avaliada em 3 mil milhões de dólares). No caso da proprietária da Iveco, os 250 milhões de dólares deste projeto dividem-se entre 100 milhões de capital e outros 150 milhões em diversos planos que incluem o desenvolvimento de produtos, engenharia de produção, assistência tecnológica e fornecimento de componentes.

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