Citroën Berlingo XL 1.5 BlueHDi S&S 130 Shine XTR 7 Lug

Texto: Carlos Moura
Data: 5 Maio, 2020

A oferta do Berlingo passou a contar com versões de chassis longo e sete lugares, que combinam habitabilidade e volume da bagageira

Pela primeira vez em mais duas décadas, a versão de passageiros do Berlingo é proposta numa variante longa (XL), que permite transportar cinco ou sete ocupantes. Este novo derivativo foi projetado para dar uma nova resposta às pretensões de particulares e empresas, que procuram uma solução que permita combinar habitabilidade e volume de bagageira em função das suas necessidades. Para operações que exijam o transporte de um maior número de passageiros e um reduzido volume de bagagens, a versão de sete lugares do Berlingo XL pode constituir uma alternativa racional em termos de racionalização de custos.

Relativamente ao Berlingo M, a carroçaria do XL foi alongada em 35 centímetros para os 4,75 metros e a distância entre-eixos também cresceu 19 centímetros, dos 2,78 metros para os 2,97 metros. Isto permitiu oferecer uma elevada habitabilidade e modularidade, mesmo na variante de sete lugares, disponível em opção, numa configuração de 2+3+2. Os bancos da segunda fila são individuais, oferecendo um espaço generoso para os joelhos dos passageiros. Os dois bancos da terceira fila estão montados sob calhas e oferecem uma regulação de 13 cm, permitindo privilegiar a habitabilidade ou a capacidade da bagageira: se a lotação for completa, o volume útil é mínimo; se viajarem apenas cinco pessoas já é possível rebater a última fila de bancos, obtendo-se uma bagageira de dimensões bastante generosas.
O acesso ao compartimento dos passageiros é assegurado por duas portas laterais deslizantes, dotadas de sistema de abertura fácil e vidros elétricos (solução pouco habitual neste tipo de viaturas).

O habitáculo é moderno e espaçoso, surpreendendo pelo seu design trabalhado em horizontalidade para garantir a disponibilização de vários lugares de arrumação e o acesso direto aos comandos do ar condicionado ou do travão de estacionamento elétrico. O ambiente interior do Berlingo oferece várias possibilidades de personalização de materiais e revestimentos, incluindo o Verde Wild da unidade ensaiada e inerente ao Pack XTR, que se distingue pelo seu tecido verde line, integrando, ao nível das costas dos bancos, uma banda colorida laranja, em contraste com o motivo riscado verde kaki, o qual evoca a ganga dos jeans. Uma alça Lama (cinza claro) à direita do painel de bordo com costuras laranja evoca o C4 Cactus e contrasta com a decoração do painel de bordo verde.

Motor BlueHDi de 130 cv

A unidade ensaiada corresponde ao nível de equipamento Shine que inclui ar condicionado automático, limpa pára-brisas automático, faróis automáticos, vidros escurecidos na segunda e terceira filas de bancos, óculo traseiro de abrir e quatro vidros elétricos, travão de estacionamento elétrico, sistema multimédia com ecrã tátil de oito polegadas, ESP.

A lista de opcionais é extensa e a unidade ensaiada estava “carregada” de extras: volante em cabedal com comandos integrados, Pack Crianças (espelho de vigilância e cortinas laterais); Pack Connect NAV (Navegação 3D com kit mãos livres Bluetooth); Pack Safety Plus (mudança automática dos faróis, reconhecimento dos painéis de velocidade e informação e Active Safety Brake), ajuda ao estacionamento traseiro com câmara de visão 180º.
A nível mecânico, esta versão é proposta com o motor turbodiesel de 1,5 litros com 130 cv, caixa manual de seis velocidades e sistema Start-Stop. As prestações estão longe de ser brilhantes em termos de aceleração e recuperações, penalizadas por um peso em vazio de quase 1,7 toneladas. O consumo de combustível de 4,5 l/100 km anunciados pelo construtor também está longe dos 6,7 l/100 registados pelo computador de bordo durante o ensaio em condições normais de utilização.

No que se refere ao preço, o Berlingo XL 1.5 BlueHDi S&S 130 Shine XTR 7 Lugares é proposto por 33.348 euros, já com opcionais. Um dos seus argumentos consiste na sua classificação como Classe 1 com Via Verde, permitindo uma melhor rendibilização dos custos de operação, graças ao maior número de pessoas transportadas por viagem, desde que o volume de bagagens seja reduzido.

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